Oportunidades, Inovação e Crescimento
30 Ago 2010
O caso Marsans, rede de agências de viagens em franchising que fechou portas recentemente, reabriu a discussão sobre a segurança dos investimentos sob a fórmula de franquia. É nossa opinião que este episódio não altera substancialmente o que já se sabia sobre os negócios em franchising: a taxa de mortalidade é mais reduzida, em comparação com os negócios independentes, por se tratar de conceitos já testados. Oferecem, por isso, mais segurança a quem pretende abrir um negócio ou criar a sua própria empresa. Esta segurança, porém, não é uma garantia total, sem riscos. Afinal de contas, não há investimento (qualquer que seja) sem risco.
No que diz respeito à falência da Marsans, convém ter presente alguns pontos. Desde logo, é preciso realçar que os problemas sentidos em Portugal pela filial Marsans Lusitana resultaram exclusivamente da grave crise da central em Espanha, e não de aspectos conjunturais ou relacionados com a própria gestão da rede no nosso país.
O Grupo Viajes Marsans, em Espanha, começou a apresentar problemas já em 2009, tendo por isso negociado a venda de algumas das suas empresas, como a companhia aérea Air Comet. No início deste ano, era público que os seus accionistas tentavam a todo o custo negociar a venda do grupo a fundos de investimento europeus.
Em Abril de 2010, dois meses antes dos acontecimentos se precipitarem em Portugal, a Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) proíbe a Marsans de emitir bilhetes de avião, por falta de pagamento da garantia. Tal facto constitui uma sanção gravíssima para uma agência de viagens, que prenuncia praticamente o seu encerramento. Tudo devido à situação da empresa em Espanha, visto que as agências portuguesas continuavam a laborar com normalidade.
Perante este acumular de episódios, não estranharam os profissionais do sector que no passado mês de Junho a Marsans deixasse de pagar aos operadores as viagens contratadas com os clientes , mesmo já tendo recebido dinheiro, deixando os passageiros em terra. Foi na mesma altura em que a empresa apresentou em Espanha um plano para despedir os seus 1500 trabalhadores.
O Tribunal de Comércio de Lisboa declarou a Marsans Lusitana insolvente no passado dia 9 de Agosto. Entretanto, o Turismo de Portugal accionou a caução da agência junto da seguradora correspondente, com vista a ressarcir alguns dos clientes lesados.
É nosso parecer que, sem os problemas vindos de Espanha, a rede nacional da Marsans teria continuado a funcionar sem anomalias, visto que a maior parte das suas agências no nosso país era rentável. As unidades lusas foram atiradas para o poço sem fundo da Viajes Marsans, empresa que cresceu desmesuradamente em Espanha na última década, devido ao crescimento económico registado no país vizinho, e que não conseguiu adaptar-se à realidade económica actual.
Autor: Nuno Silva, Gestor – Trema
16 Ago 2010
A 13.ª edição do Franchise Show, feira de franchising principalmente dirigida às regiões Norte e Centro, vai decorrer a 9 e 10 de Outubro no Porto, na Exponor. Organizado pelo IIF – Instituto de Informação em Franchising, empresa que integra o grupo IFE, o Franchise Show é um espaço de eleição para os empreendedores que pretendem criar o seu negócio ou identificar novas oportunidades de investimento.
Para além da visita aos stands de dezenas de marcas, os interessados podem aceder a formação durante o próprio evento. Existirá o habitual programa de conferências e, pela primeira vez, workshops alusivos ao tema «Mudar de Vida». Este ciclo de workshops inicia-se logo no primeiro dia da feira pelas 16h45 com o painel “Franchising Low Cost: Networking com empresas franchisadoras com níveis de investimento até 30.000 €”. O dia 10 centra-se em “Conceitos Inovadores”.
A empresa organizadora, IIF – Instituto de Informação em Franchising, foi fundada em 1996, afirmando-se desde aí como a entidade de referência na promoção do contacto entre os diversos grupos de interesse no franchising.