Oportunidades, Inovação e Crescimento
3 Jan 2012
Vamos analisar de forma breve as principais tendências de franchising para o ano que agora começa. Cremos que, tendo em conta a situação económica, vão continuar em alta os negócios de baixo investimento (“low cost”), que em alguns casos podem ser desenvolvidos a partir de casa, sem necessidade de arrendamento de loja ou escritório. É o caso dos conceitos AirQuality ou Jani King, entre outros.
Julgamos também que irá continuar na berra o negócio da compra e venda de ouro, que começou a sua ascensão há dois ou três anos. E também o de mediação de obras, em vista da situação actual do mercado imobiliário. Será, todavia, imperioso que as marcas que actuam neste sector saibam diferenciar-se através da introdução de novos serviços ou por outras vias. Outros negócios há que iniciam agora a sua curva ascendente, com excelentes perspectivas de futuro. É o caso dos negócios de compras colectivas, associados a um portal. Trata-se do conceito de negócio de mais rápido crescimento da História.
É importante também perceber que nos momentos de crise há grandes oportunidades. A questão é saber aproveitá-las. No que diz respeito ao universo do franchising, surgirão decerto novos modelos de negócio, com vista a oferecer soluções inovadoras e adequadas aos problemas de hoje. Como já dissemos aqui noutra altura, é precisamente nestes momentos que costumam surgir modelos diferenciadores e de ruptura, que se expandem com sucesso nos anos seguintes.
De uma modo ou de outro, o franchising permanecerá como uma fórmula privilegiada de criação do próprio emprego.
No que diz respeito à gestão das redes, parece claro que a maioria das marcas terá de começar a alterar em 2012 a sua exposição na Internet, assim como a política de utilização de redes sociais. O consumidor acede cada vez mais por tablets e smartphones. Ora, as marcas precisam de adaptar os seus sites a tais dispositivos, pois quem acede ao site através de um tablet não consegue ver determinados conteúdos, animações Flash, etc.
Por outro lado, prosseguindo uma tendência insuperável, as marcas precisam de estar nas redes sociais, como Facebook e Twitter, que devem ser um canal privilegiado de comunicação com clientes. O problema é que, actualmente, as redes usam tais ferramentas de forma pouco eficaz. Num mercado competitivo e em crise, tais ferramentas – quando bem utilizadas – podem ajudar a comunicar directamente com o cliente e questioná-lo sobre a sua experiência com os produtos e/ou serviços da marca, etc. Isto permite saber a verdade do punho do próprio cliente, assim como receber eventuais reclamações de forma rápida. A Starbucks fá-lo muito bem. As outras marcas terão forçosamente de desenvolver uma estratégia coerente de utilização das redes sociais. Não basta ter uma página de Facebook. É preciso uma política e uma estratégia bem definidas.
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