Oportunidades, Inovação e Crescimento
19 Dez 2011
A Valores, rede portuguesa de compra e venda de ouro, lançou este fim-de-semana, no ArrábidaShopping (Gaia) e CascaisShopping (Cascais), as duas primeiras máquinas multibanco de venda de ouro em Portugal.
A partir de agora, os clientes interessados podem adquirir barras ou moedas de ouro com a mesma facilidade com que se levanta dinheiro num vulgar ATM. Na montra das máquinas, o cliente pode consultar o “catálogo” dos produtos disponíveis, que vão desde barras de ouro de uma, cinco e 10 gramas a libras, krugerrand (moeda sul africana) e moedas de prata águia.
O novo negócio resulta de uma parceria da Valores com a empresa alemã Gold to Go, responsável mundial por estes equipamentos, representando um investimento na ordem dos 250 mil euros.
Esta inovação entra em funcionamento escassas semanas após a Valores ter anunciado a introdução do serviço de transferências internacionais de dinheiro nas suas lojas, numa parceria com a MoneyGram.
Estas notícias vêm confirmar que o negócio da compra e venda de ouro, um dos mais activos em franchising nos últimos tempos, pode estar em mutação, com a introdução de novos serviços e produtos nas lojas da especialidade.
20 Out 2011
Depois das mais recentes anunciadas medidas de austeridade e das consequentes previsões negativas quanto ao futuro de muitas empresas em Portugal, são cada vez mais as marcas ou empresas que procuram soluções para “fugir à crise”. O GoFranchising foi ao encontro de algumas redes que deram os seus testemunhos de como têm feito para escapar às consequências da actual conjuntura económica.
A Chaviarte é uma rede de franchising com 10 anos de experiência no sector dos serviços de segurança, fabrico de chaves e reparação de calçado. Com mais de 3 dezenas de unidades, a marca analisou recentemente “as novas tendências e as novas condições do país” e decidiu criar a MultiExpress, um conceito low-cost de multiserviços de conveniência, direccionado para concelhos mais pequenos, onde “até agora o elevado investimento era uma barreira intransponível”. A marca, como refere o director-geral António Correia, “flexibilizou ainda o conteúdo das novas unidades Chaviarte e ajustou os valores de investimento às capacidades financeiras dos franchisados”.
Já Alexandre Lourenço, director-geral do grupo BodyConcept, considera que perante esta crise as empresas só têm duas hipóteses: desistir ou lutar. “Na BodyConcept e na DepilConcept apenas se coloca a hipótese de lutar e, consequentemente, sobreviver a esta crise.”, afirma o director que para isso insiste em 9 pontos fundamentais: “Trabalhar mais que nunca; ir atrás do cliente em vez de esperar que ele venha à marca; Diferenciar-se com algo que os clientes realmente valorizem; Não ter endividamento excessivo; Não estar dependente do estado; concorrer aos subsídios de inovação e competitividade do QREN; Aceitar o mercado global; Diversificar o mercado alvo vendendo para o exterior” e por fim “acreditar na qualidade dos serviços e produtos portugueses”. No inicio de 2010 a BodyConcept estava apenas presente em Portugal, em 2011 chegou a mais 5 países e espera nos próximos 6 meses atingir 6 novos mercados.
O mercado imobiliário tem sido dos mais atingidos pela crise, mas a La Forêt readaptou-se e continua a sua expansão. “Para o desenvolvimento da marca temos vindo a apostar num contacto directo com operadores que actuam de forma independente no mercado; Para os nossos franqueados, trabalhamos diariamente em novas soluções para dinamizar o seu negócio e para os consumidores, que continuam a ter o sonho de se tornarem proprietários, oferecemos a competitividade do nosso stock de imóveis.”, refere Vítor de Araujo, o Manager Master Franchise, da imobiliária genuinamente francesa.
No conjunto de marcas que estão sediadas no mercado há algum tempo, a Jani-King, líder mundial de limpezas, aparece com um conceito de investimento muito reduzido. É por isso que Isabel Monteiro, Master da marca para Portugal, acredita que “é nestas situações que a Jani-King tem uma forte vantagem”. O franchisador fornece os clientes ao franchisado, “o que torna este negócio seguro e sem riscos para o investidor”, afirma.
Também mundialmente conhecida mas na área da saúde oral, a VitalDent sob a voz de Rute Courela, directora-geral da marca, acredita que “o facto de funcionar em rede, sobre uma marca multinacional, especializada em serviços de saúde oral, assegura, controla e facilita várias áreas para quem pretende abrir um negócio independente”.
Sob o slogan “Poupar é Possível”, a MyCenter surgiu recentemente em Portugal pela mão de Carmen Diniz-Fragoso, e é especialista em serviços de poupança, um negócio que se crê adequado às necessidades do mercado actual. A marca contorna a crise oferecendo “uma ampla oferta de produtos e serviços com a intenção de poder melhorar o orçamento das famílias” com soluções para as mais diversas áreas, desde a factura de energia às telecomunicações.
Escritórios virtuais, centros de negócios, serviços de secretariado… são palavras cada vez mais comuns no meio português. Recentemente surgiram várias redes de franchising disponibilizando estes serviços a empresas, com o intuito de reduzir os custos mensais fixos a que muitas estão sujeitas, sem necessidade. Desta forma, A Sua Secretária, acredita que o seu conceito “é a solução rápida e eficaz” para as empresas fugirem à crise. Tânia Pinto, a CEO da marca, tem por hábito afirmar que “nada é por acaso. Num momento de dificuldade surge a oportunidade.”
As dificuldades têm servido, precisamente, para as empresas procurarem oportunidades. No caso do franchising têm vencido aquelas que se procuram readaptar à nova economia, não só no seu leque de serviços, mas também na revisão de investimentos e na criação de novos apoios a investidores. Contudo os resultados e a previsão no sector têm sido positivos. O franchising já corresponde a 3.1% do PIB português, movimenta mais de 5 milhões de euros por ano e emprega mais de 60 mil pessoas.
27 Jan 2010
Os vídeos têm uma importância cada vez maior no universo da Internet. É nossa opinião que devem ser usados pelas marcas para a venda das suas franquias. Esta venda, para ser concretizada, precisa de gerar confiança no candidato. Ora, o vídeo pode desempenhar um papel relevante nesse processo.

É sabido que o processo de venda de franchising é altamente emocional. Muitas vezes, a opção final dos candidatos depende mais da “conexão” com o vendedor do que de análises técnicas e rigorosas à marca e ao sector. Por isso, é importante facilitar a tarefa ao potencial franchisado, entregando-lhe ampla informação e demonstrando assim toda a abertura e transparência da marca. Um soporte idóneo para tal é o vídeo, fácil de consumir e capaz de transmitir as tais emoções de uma forma muito mais viva e eficaz do que o vulgar pdf.
Segundo dados de empresas especializadas, quase metade dos internautas vê vídeos on line . Para além disso, quase todos também os partilham, através das ferramentas próprias e disponíveis para o efeito.
Qualquer candidato que hoje esteja a ponderar abrir uma franquia visitará a página web da marca. isto significa que esta deve estar organizada de modo a que o visitante aceda também facilmente aos vídeos aí disponíveis.
23 Abr 2009
A rede espanhola de cervejarias em franchising 100 Montaditos, que integra o grupo Restalia, lançou na sua página web www.amontarselobien.com uma iniciativa virtual destinada aos investidores. A página inclui o primeiro simulador completo do negócio. Os potenciais franchisados podem introduzir os dados mais relevantes, como a área da loja e o valor da renda. O programa apresenta-lhes, em função de tais elementos, o montante total do investimento, uma conta de exploração previsional e ainda as margens de exploração e rentabilidade.
Aqui está uma forma bem eficaz e inovadora de uma marca se diferenciar da concorrência. De certeza que os candidatos, divididos entre diferentes oportunidades, irão perder mais tempo nesta página, entretidos a simular o investimento necessário e a rentabilidade do seu futuro negócio.
26 Fev 2009
A APGICO vai realizar a sua primeira actividade de formação dirigida às empresas. Nos dias 20 e 21 de Março, em Albufeira, no âmbito do Ano Europeu da Criatividade e da Inovação, esta Fábrica de Co-Criação e Inovação Organizacional compõe-se de laboratórios de co-criação, onde equipas de empresas, em conjunto com vários especialistas, recebem formação em resolução criativa de problemas, e ainda diversos workshops temáticos. O consagrado Min Basadur fará uma conferência subordina ao tema “Criatividade e resolução de problemas em tempos de crise”.
Uma iniciativa a todos os títulos meritória, quando se sabe que a inovação constitui um dos aspectos mais importantes da empresa do futuro. No domínio do franchising, então, é crucial. Sem inovação a empresa definhará, sendo rapidamente ultrapassada pelos concorrentes. Mais do que inovar a espaços ou sem metodologia própria, é preciso saber implantar na empresa um sistema de inovação contínuo. Tenho insistido sempre nisto: há técnicas e ferramentas já testadas para transformar a empresa numa organização inovadora. Na Trema temos prestado com sucesso alguns serviços nesta área. É, de resto, um dos campos que mais evoluirão nos próximos anos. Quem estiver desatento, pode perder definitivamente a corrida.
Quanto à Fábrica de Co-Criação, iremos participar activamente na iniciativa. Depois lavraremos textos sobre a mesma, relatando as últimas novidades.
14 Jan 2009
Os gestores costumam dizer que é impossível gerir o que não pode ser medido. Ora, tendo em conta que a inovação é um dos desígnios fundamentais da empresa do futuro, o problema que se coloca é o de saber como medir a inovação. Um estudo publicado em 2007 pelo Boston Consulting Group, Measuring Innovation, confirma a importância, mas também a dificuldade, das métricas para a inovação.
O que pode e deve ser aplicado em pequenas estruturas, como a maior parte das empresas franchisadoras, é uma combinação dos métodos clássicos (montante do investimento em I+D, número de patentes registadas, etc.) e das técnicas de medição mais subjectivas, como o diagnóstico e avaliação da cultura de inovação da empresa. Mas o que interessa acima de tudo é que os responsáveis ganhem consciência da importância decisiva da inovação — da inovação com ferramentas adequadas, científica e mensurável — na gestão das suas redes.
19 Dez 2008
Por proposta da Comissão Europeia, 2009 será o Ano Europeu da Criatividade e da Inovação. Estes ”dias mundiais” e “anos europeus” valem o que valem, mas é evidente que isto da inovação tem que passar a ser visto com outros olhos. Toda a gente fala em inovação, mas ninguém sabe o que seja. Amanhã, vou estar precisamente numa jornada promovida no Porto pela APGICO – Associação Portuguesa para a Gestão da Inovação e da Criatividade nas Organizações, da qual sou membro efectivo, em que se tenciona debater, entre outros temas, as fórmulas possíveis de levar a inovação à chamada sociedade civil.
Ora, a inovação, se é importante para todos os sectores empresariais, assume um cariz vital para as redes de franchising. Se as marcas não conseguirem implantar sistemas de inovação contínua, serão rapidamente ultrapassadas e esquecidas. É preciso instituir um processo de geração de ideias que garanta à empresa o desenvolvimento em cada ano de novos produtos ou serviços.
Porém, inovar não é mudar por mudar, nem pode depender exclusivamente das ideias de uma só pessoa (em regra, o líder). É a hora de criar a organização inovadora. Isto implica a formação e participação de toda a estrutura. Quando, na Trema, criámos o Modelo Trema de Inovação, a ideia foi englobar toda a estrutura, através de um processo simples que pode ser praticado com êxito mesmo em pequenas empresas franchisadoras.
Eu diria que quase todos os serviços que iremos utilizar dentro de 10 anos ainda não foram criados. De que estão à espera as empresas para os criar? Por que não aproveitam tal oportunidade para se afirmarem nos mercados respectivos? Se o fizerem, contudo, necessitam de adoptar os métodos adequados. Se existem técnicas comprovadas que conduzem à criatividade e à inovação, para quê matar a cabeça a pensar de forma errada?
Em todos os sectores, do financeiro à estética, da moda ao turismo, existem novas ideias a descobrir e explorar, as quais podem catapultar as empresas para a liderança. No entanto, algumas empresas permanecem agarradas a velhos procedimentos e hábitos. A inovação é uma oportunidade para todas as redes de franchising; ela não se esgota nas invenções de base tecnológica. Pelo contrário, o que a actual conjuntura nos ensina é que a partir de agora as empresas precisarão de ser cada vez mais inovadoras na própria forma como criam e vendem os seus serviços. Seja qual for o sector em que actuam.
Mas a inovação também não é para amadores; exige formação prévia na empresa. Em que matérias? Desde logo, «Pensamento criativo» e «Pensamento lateral», para aprender a pensar criativamente e olhar cada questão de uma perspectiva completamente diferente; «Marketing lateral», para descobrir novos produtos ou serviços fora da linha comummente seguida; «Técnicas de geração de ideias», para asseguarar uma quantidade de ideias de que se possa extrair uma ou mais a desenvolver; «Técnicas de criatividade», para ensinar diferentes métodos comprovados (brainstorming, Scamper, 6.3.5, etc.) A única maneira de gerar opções para novos produtos ou serviços é através de uma activividade criativa permanente. Sabem qual é a melhor maneira de ter uma boa ideia? É ter um montão delas.
A gestão da inovação é uma disciplina científica, com ferramentas e métodos próprios, que devem ser adoptados pelas empresas. É preciso formação prévia, um plano de inovação e sistemas de medição dos resultados. A inovação amadora leva quando muito à mudança pela mudança, sem melhorias no desempenho ou nos lucros.