Blogue do Franchising

Oportunidades, Inovação e Crescimento

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Os novos roadshows do IIF

O Instituto de Informação em Franchising (IIF), uma das entidades mais activas no desenvolvimento e credibilização do franchising em Portugal, vai organizar pela primeira vez este ano o Franchise Roadshow.

Esta iniciativa irá percorrer, entre Março e Novembro de 2012, sete capitais de distrito (Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Porto e Viseu) e assume-se claramente como uma forma diferenciada e inovadora de divulgar as marcas de franchising, que podem assim desenvolver uma estratégia de segmentação regional. Esta lógica de proximidade é um dos aspectos mais interessantes do novo conceito.

Com a duração de um dia, o Franchise Roadshow não se confunde com um salão ou feira. Trata-se, na verdade, de um conceito distinto, em que as marcas podem  apresentar o seu negócio regionalmente, nas zonas onde eventualmente sentem maior dificuldade de penetração, marcando previamente reuniões com empreendedores locais. Para além disso, o IIF garantirá em paralelo várias acções de formação sobre franchising, empreendedorismo, opções de financiamento e incentivos disponíveis à criação de um negócio, bem como ferramentas de apoio à gestão do mesmo.

Temos defendido aqui e noutros locais que o modelo tradicional de feira está esgotado ou perto disso.  Num texto publicado neste blogue há dois anos, escrevemos que o modelo que vende acima de tudo “metros quadrados” está a caminho do fim. Em sua substituição surgirá um modelo networking, que vende “contactos” e aproxima as redes e os possíveis candidatos, com mais serviços disponibilizados pelo organizador e menos custos para as marcas participantes.

O Franchise Roadshow vai nessa direcção. É por isso com bons olhos que vemos esta iniciativa do IIF.

Valores lança multibanco para ouro

A Valores, rede portuguesa de compra e venda de ouro, lançou este fim-de-semana, no ArrábidaShopping (Gaia) e CascaisShopping (Cascais), as duas primeiras máquinas multibanco de venda de ouro em Portugal.

A partir de agora, os clientes interessados podem adquirir barras ou moedas de ouro com a mesma facilidade com que se levanta dinheiro num vulgar ATM. Na montra das máquinas, o cliente pode consultar o “catálogo” dos produtos disponíveis, que vão desde barras de ouro de uma, cinco e 10 gramas a libras, krugerrand (moeda sul africana) e moedas de prata águia.

O novo negócio resulta de uma parceria da Valores com a empresa alemã Gold to Go, responsável mundial por estes equipamentos, representando um investimento na ordem dos 250 mil euros.

Esta inovação entra em funcionamento escassas semanas após a Valores ter anunciado a introdução do serviço de transferências internacionais de dinheiro  nas suas lojas, numa parceria com a MoneyGram.

Estas notícias vêm confirmar que o negócio da compra e venda de ouro, um dos mais activos em franchising nos últimos tempos, pode estar em mutação, com a introdução de novos serviços e produtos nas lojas da especialidade.

O crowdfunding é uma nova forma de financiar projectos empresariais. Numa época em que a banca não tem liquidez para financiar a economia, o crowdfunding é um sistema criado para garantir o financiamento de projectos, sobretudo os de baixo investimento.

O processo é simples. O empreendedor divulga em canais próprios a sua ideia de negócio. O objectivo é reunir pequenas contribuições financeiras, de um elevado número de potenciais interessados, de forma a conseguir o financiamento necessário para iniciar o projecto divulgado. É também necessário anunciar junto dos possíveis investidores as contrapartidas pela sua contribuição, que tanto podem ser de natureza monetária, como através de outros de benefícios (por exemplo, a utilização de determinado serviço ou produto, que seja do interesse do investidor).

Esta é a ideia-chave do modelo: juntar um aglomerado de pessoas que, com pequenas contribuições, financiam e acreditam em projectos, recebendo em troca uma vantagem do promotor, que pode ser financeira ou de outro tipo. O crowdfunding funciona assim como uma espécie de três em um. Tem a capacidade de financiar projectos, ajuda na divulgação e promoção dos mesmos e proporciona ao promotor os primeiros clientes e fãs.

Em Portugal já pode submeter o seu projecto através da plataforma Crowdfunding Networks.

Como o franchising foge à crise

Depois das mais recentes anunciadas medidas de austeridade e das consequentes previsões negativas quanto ao futuro de muitas empresas em Portugal, são cada vez mais as marcas ou empresas que procuram soluções para “fugir à crise”. O GoFranchising foi ao encontro de algumas redes que deram os seus testemunhos de como têm feito para escapar às consequências da actual conjuntura económica.

A Chaviarte é uma rede de franchising com 10 anos de experiência no sector dos serviços de segurança, fabrico de chaves e reparação de calçado. Com mais de 3 dezenas de unidades, a marca analisou recentemente “as novas tendências e as novas condições do país” e decidiu criar a MultiExpress, um conceito low-cost de multiserviços de conveniência, direccionado para concelhos mais pequenos, onde “até agora o elevado investimento era uma barreira intransponível”. A marca, como refere o director-geral António Correia, “flexibilizou ainda o conteúdo das novas unidades Chaviarte e ajustou os valores de investimento às capacidades financeiras dos franchisados”.

Já Alexandre Lourenço, director-geral do grupo BodyConcept, considera que perante esta crise as empresas só têm duas hipóteses: desistir ou lutar. “Na BodyConcept e na DepilConcept apenas se coloca a hipótese de lutar e, consequentemente, sobreviver a esta crise.”, afirma o director que para isso insiste em 9 pontos fundamentais: “Trabalhar mais que nunca; ir atrás do cliente em vez de esperar que ele venha à marca; Diferenciar-se com algo que os clientes realmente valorizem; Não ter endividamento excessivo; Não estar dependente do estado; concorrer aos subsídios de inovação e competitividade do QREN; Aceitar o mercado global; Diversificar o mercado alvo vendendo para o exterior” e por fim “acreditar na qualidade dos serviços e produtos portugueses”. No inicio de 2010 a BodyConcept estava apenas presente em Portugal, em 2011 chegou a mais 5 países e espera nos próximos 6 meses atingir 6 novos mercados.

O mercado imobiliário tem sido dos mais atingidos pela crise, mas a La Forêt readaptou-se e continua a sua expansão. “Para o desenvolvimento da marca temos vindo a apostar num contacto directo com operadores que actuam de forma independente no mercado; Para os nossos franqueados, trabalhamos diariamente em novas soluções para dinamizar o seu negócio e para os consumidores, que continuam a ter o sonho de se tornarem proprietários, oferecemos a competitividade do nosso stock de imóveis.”, refere Vítor de Araujo, o Manager Master Franchise, da imobiliária genuinamente francesa.

No conjunto de marcas que estão sediadas no mercado há algum tempo, a Jani-King, líder mundial de limpezas, aparece com um conceito de investimento muito reduzido. É por isso que Isabel Monteiro, Master da marca para Portugal, acredita que “é nestas situações que a Jani-King tem uma forte vantagem”. O franchisador fornece os clientes ao franchisado, “o que torna este negócio seguro e sem riscos para o investidor”, afirma.

Também mundialmente conhecida mas na área da saúde oral, a VitalDent sob a voz de Rute Courela, directora-geral da marca, acredita que “o facto de funcionar em rede, sobre uma marca multinacional, especializada em serviços de saúde oral, assegura, controla e facilita várias áreas para quem pretende abrir um negócio independente”.

Sob o slogan “Poupar é Possível”, a MyCenter surgiu recentemente em Portugal pela mão de Carmen Diniz-Fragoso, e é especialista em serviços de poupança, um negócio que se crê adequado às necessidades do mercado actual. A marca contorna a crise oferecendo “uma ampla oferta de produtos e serviços com a intenção de poder melhorar o orçamento das famílias” com soluções para as mais diversas áreas, desde a factura de energia às telecomunicações.

Escritórios virtuais, centros de negócios, serviços de secretariado… são palavras cada vez mais comuns no meio português. Recentemente surgiram várias redes de franchising disponibilizando estes serviços a empresas, com o intuito de reduzir os custos mensais fixos a que muitas estão sujeitas, sem necessidade. Desta forma, A Sua Secretária, acredita que o seu conceito “é a solução rápida e eficaz” para as empresas fugirem à crise. Tânia Pinto, a CEO da marca, tem por hábito afirmar que “nada é por acaso. Num momento de dificuldade surge a oportunidade.”

As dificuldades têm servido, precisamente, para as empresas procurarem oportunidades. No caso do franchising têm vencido aquelas que se procuram readaptar à nova economia, não só no seu leque de serviços, mas também na revisão de investimentos e na criação de novos apoios a investidores. Contudo os resultados e a previsão no sector têm sido positivos. O franchising já corresponde a 3.1% do PIB português, movimenta mais de 5 milhões de euros por ano e emprega mais de 60 mil pessoas.

Franchising: tendências para 2011

Constitui já um hábito apresentar por esta época neste blogue as tendências de franchising para o ano seguinte. A crise segue o seu curso inexorável. Não vale a pena estimar cenários de optimismo injustificado. Mas podemos sempre dizer que o franchising oferece mesmo nestas alturas oportunidades que os negócios independentes não podem garantir.

As ideias que partilhámos aqui em 2008 e 2009 conservam ainda plena validade. Manter-se-á a tendência de crescimento dos negócios de baixo investimento, que captam a atenção de desempregados e facilitam a criação do próprio emprego. Entre estes negócios «low cost», irão surgir novos conceitos que podem ser desenvolvidos a partir de casa, numa lógica de aproximação do investimento ao capital disponível. Vários sectores que, até aos dias de hoje, não prescindiam da montagem de uma loja, vão permitir agora a instalação do negócio no próprio domicílio.

Não deixamos nunca de referir que as épocas como a actual são óptimas para a criação de novos conceitos de franchising. E entre estes, todos os que conseguirem descobrir novas oportunidades de crescimento e de lucro em mercados pouco explorados ou mesmo em sectores até agora inexistentes. É a famosa estratégia do blue ocean, magistralmente exposta por W. Chan Kim e Renée Mauborgne. Trata-se de descobrir zonas ou espaços inexplorados. Numa época como a actual, em vez de se insistir na divisão do (escasso) mercado e copiar os concorrentes, a estratégia certa passa por romper as fronteiras da competição em curso e dirigir o negócio para outras zonas. Os franchisadores devem estar atentos a estes aspectos.

Nos Estados Unidos, têm surgido nos últimos meses vários franchisings de restaurantes móveis, associados a marcas como a Taco Bell e a Sauca Foods. Em Portugal, país com tradição de “roulottes” de cachorros e bifanas, das festas populares às portas das discotecas, fará sentido formatar um negócio destes de modo profissional e rigoroso?   

Por fim, vale a pena registar que os negócios da “moda” irão manter-se em alta. O universo do franchising procede por vagas. Em dois ou três lustros, tivemos a moda das lavandarias, depois as imobiliárias, a seguir as consultoras financeiras, e agora emergem com fulgor os conceitos de estéticacompra e venda de ouro, e energias renováveis.

Semana Global do Empreendedorismo começa hoje

De hoje até 21 de Novembro, decorre em Portugal e em mais 100 países a Semana Global do Empreendedorismo. Durante 7 dias, centenas de empresas nacionais, muitos convidados e milhares de participantes vão poder trocar ideias, experiências e visões em diversos eventos e actividades.

A Semana Global do Empreendedorismo é uma iniciativa lançada pela Kauffman Foundation, instituição que trabalha para disseminar o espírito empreendedor.

Um ideia nova: coopetição entre franchisadores

Coopetição é uma forma de cooperação entre concorrentes para atingir um objectivo comum. É cooperar e competir ao mesmo tempo. Trata-se de um termo novo, cunhado por Barry Nalebuff e Adam Brandenburger, para representar um conceito que pode ser aproveitado pelos franchisadores. Vamos ver como.  

Para a próxima edição do Franchise Friday, que decorrerá em Madrid a 26 de Novembro, os organizadores estão a preparar algumas novidades precisamente nesta área da coopetição entre marcas franchisadoras.

Imaginem que um franchising de estética, por exemplo, oferece uma viagem como prémio de uma das suas campanhas. E que a marca de viagens, em contrapartida,  oferece tratamentos de beleza aos seus clientes. Eis a coopetição. Pois calculem agora a quantidade de campanhas que podem ser desenvolvidas desta forma. Há, na verdade, um sem número de oportunidades e sinergias a aproveitar por empresas que, até agora, se entreolhavam de forma indiferente ou até como concorrentes.

Todas essas campanhas possíveis podem multiplicar-se por dois, se tivermos em conta as seguintes aplicações:

Campanhas OFFLINE: em que os franchisadores escolhem o meio onde tem lugar o intercãmbio e realizam a COOPETIÇÃO com clientes físicos;

Campanhas ONLINE: em que os franchisadores utilizam os meios digitais (por exemplo, os seus amigos ou fãs no Facebook) para realizar a promoção, gerando assim um novo impulso ao seu número de seguidores.  

O próximo Franchise Friday, evento ao qual a Trema se tem associado, não só vai apresentar os requisitos prévios para a coopetição, como irá mesmo dinamizar as primeiras campanhas entre franchisadores participantes.

Tryvertising em Espanha

Em Março falámos sobre uma das tendências de marketing em crescimento: o tryvertising. Consiste em perrmitir que os consumidores experimentem os produtos ou serviços antes de os adquirir.

O conceito surgiu no Japão em 2007, com ganas de se expandir rapidamente pelo mundo inteiro. Abriu há escassas semanas uma loja com este conceito em Barcelona (Espanha) e está prevista para Fevereiro a inauguração de outra unidade em Madrid.

esloultimo

Os consumidores espanhóis pagam uma quota semestral de apenas 5 euros, que lhes confere o direito de escolher 5 produtos e de experimentar ou ver diferentes equipamentos tecnológicos. A loja Es lo último (assim se chama o espaço) informa diariamente os participantes das novidades. Houve filas enormes nos primeiros dias.

Mais negócios para a crise

No artigo anterior falámos de uma imobiliária espanhola que adaptou o seu serviço à conjuntura actual. À míngua de vendas, passou a arrendar imóveis, oferecendo serviços diferenciados nessa área. Mas estou certo de que existem outros negócios e sectores que, com um pouco de criatividade, podem ser explorados com sucesso nesta altura.

O fenómeno do desemprego está aí, afligindo famílias inteiras. Estou convencido de que representa  uma oportunidade única para quem souber criar um negócio novo: a gestão de carreiras, ou a orientação de carreiras. Boa parte dos recém-licenciados, licenciados e outros profissionais não encontram emprego porque não sabem nem dominam algumas técnicas básicas. Desde logo, ignoram as traves-mestras da elaboração de um currículo e de uma carta de apresentação. Mandam sempre o mesmo para todas as empresas. Esquecem-se de que o currículo é uma peça viva, que deve ser adaptada a cada destinatário. Também desconhecem alguns segredos essenciais sobre as técnicas de entrevista ou a procura activa de emprego. É minha convicção que milhares de desempregados não estariam nessa situação se pudessem contratar os serviços de uma empresa de gestão de carreiras, uma espécie de empresas de outplacement para quadros médos e indiferenciados.    

Por um valor residual, a empresa prestaria um conjunto alargado de serviços ao desempregado: elaboração de um plano ou estratégia de procura activa de emprego; elaboração ou revisão do currículo; técnicas e comportamentos na entrevista, etc. Poderia mesmo, nos casos em que tal se justificasse, apoiar o desempregado na criação da própria empresa (auto-emprego). Isto não corresponde ao papel hoje desempenhado pelas empresas de trabalho temporário ou agências de emprego. Não se trata de arranjar emprego a ninguém. Trata-se tão-só de fornecer ao desempregado as ferramentas de que ele precisa para regressar o mais depressa possível ao mercado de trabalho. Seria um negócio inovador e rentável. Clientes não faltam.

Negócios para a crise

É sabido que o mercado da compra e venda de habitação sofreu um duro revés com a presente crise. A queda fez-se sentir sobretudo em Espanha, após dez anos de forte crescimento e de “burbuja inmobiliaria”. De um momento para o outro, a banca deixou de conceder crédito hipotecário, pelo menos com o volume que o vinha fazendo. Por este motivo a Renting House, empresa originária da Catalunha, apresentou recentemente o seu inovador conceito de imobiliária especializada em arrendamentos. Se os clientes não podem comprar, arrendam.

Um dos serviços que diferenciam a Renting House é o “arrendamento garantido”. A empresa paga a renda ao proprietário, administrando com plenos poderes o imóvel. Com três unidades próprias, a marca pretende agora expandir-se em franchising por todo o território espanhol.

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