Oportunidades, Inovação e Crescimento
2 Jan 2009
Há um ideograma chinês [imagem à direita] muito citado na hora actual: «Crise = Perigo +
Oportunidade». As redes de franchising que souberem interpretar a lição nele contida podem atravessar este período de turbulência com optimismo. Para quem souber inovar, há um oceano de oportunidades pela frente. Quem souber fazer as coisas de modo diferente, criando valor a franchisados e clientes, terá razões para sorrir. Os novos tempos exigem, de facto, a criação de valor através de novos produtos e/ou serviços, novos processos, novos métodos de marketing, novas formas de organização. Em alguns casos, será mesmo necessário reinventar a empresa. Estas crises deixam sobretudo pelo caminho as empresas “más”, que entram em jogo nas fases altas do mercado mas não possuem estrutura nem know how para enfrentar períodos mais exigentes. É uma espécie de darwinismo empresarial em que as “boas” empresas sobrevivem, ao passo que as “más” fecham portas ou sentem maiores dificuldades.
19 Dez 2008
Por proposta da Comissão Europeia, 2009 será o Ano Europeu da Criatividade e da Inovação. Estes ”dias mundiais” e “anos europeus” valem o que valem, mas é evidente que isto da inovação tem que passar a ser visto com outros olhos. Toda a gente fala em inovação, mas ninguém sabe o que seja. Amanhã, vou estar precisamente numa jornada promovida no Porto pela APGICO – Associação Portuguesa para a Gestão da Inovação e da Criatividade nas Organizações, da qual sou membro efectivo, em que se tenciona debater, entre outros temas, as fórmulas possíveis de levar a inovação à chamada sociedade civil.
Ora, a inovação, se é importante para todos os sectores empresariais, assume um cariz vital para as redes de franchising. Se as marcas não conseguirem implantar sistemas de inovação contínua, serão rapidamente ultrapassadas e esquecidas. É preciso instituir um processo de geração de ideias que garanta à empresa o desenvolvimento em cada ano de novos produtos ou serviços.
Porém, inovar não é mudar por mudar, nem pode depender exclusivamente das ideias de uma só pessoa (em regra, o líder). É a hora de criar a organização inovadora. Isto implica a formação e participação de toda a estrutura. Quando, na Trema, criámos o Modelo Trema de Inovação, a ideia foi englobar toda a estrutura, através de um processo simples que pode ser praticado com êxito mesmo em pequenas empresas franchisadoras.
Eu diria que quase todos os serviços que iremos utilizar dentro de 10 anos ainda não foram criados. De que estão à espera as empresas para os criar? Por que não aproveitam tal oportunidade para se afirmarem nos mercados respectivos? Se o fizerem, contudo, necessitam de adoptar os métodos adequados. Se existem técnicas comprovadas que conduzem à criatividade e à inovação, para quê matar a cabeça a pensar de forma errada?
Em todos os sectores, do financeiro à estética, da moda ao turismo, existem novas ideias a descobrir e explorar, as quais podem catapultar as empresas para a liderança. No entanto, algumas empresas permanecem agarradas a velhos procedimentos e hábitos. A inovação é uma oportunidade para todas as redes de franchising; ela não se esgota nas invenções de base tecnológica. Pelo contrário, o que a actual conjuntura nos ensina é que a partir de agora as empresas precisarão de ser cada vez mais inovadoras na própria forma como criam e vendem os seus serviços. Seja qual for o sector em que actuam.
Mas a inovação também não é para amadores; exige formação prévia na empresa. Em que matérias? Desde logo, «Pensamento criativo» e «Pensamento lateral», para aprender a pensar criativamente e olhar cada questão de uma perspectiva completamente diferente; «Marketing lateral», para descobrir novos produtos ou serviços fora da linha comummente seguida; «Técnicas de geração de ideias», para asseguarar uma quantidade de ideias de que se possa extrair uma ou mais a desenvolver; «Técnicas de criatividade», para ensinar diferentes métodos comprovados (brainstorming, Scamper, 6.3.5, etc.) A única maneira de gerar opções para novos produtos ou serviços é através de uma activividade criativa permanente. Sabem qual é a melhor maneira de ter uma boa ideia? É ter um montão delas.
A gestão da inovação é uma disciplina científica, com ferramentas e métodos próprios, que devem ser adoptados pelas empresas. É preciso formação prévia, um plano de inovação e sistemas de medição dos resultados. A inovação amadora leva quando muito à mudança pela mudança, sem melhorias no desempenho ou nos lucros.
16 Dez 2008
Nos últimos anos, surgiram dezenas de empresas de consultoria financeira, que operam em regime de franchising. É quase consensual que a presente crise afectará o sector. Todavia, estou convencido de que a actual conjuntura constitui também uma oportunidade única para reinventar o próprio modelo de negócio. Nem todos o podem fazer, já o sabemos. Mas há espaço para os dois ou três pioneiros que se puserem a caminho.
Se os bancos já não cumprem o seu papel, se não há liquidez nas relações inter-bancárias, então a solução deve ser encontrada fora dos mercados financeiros tradicionais. É o que já estão a
fazer empresas como a britânica Zopa e a sueca Loanland. Trata-se do conceito de social lending, em que o dinheiro circula entre particulares, sem intermediação bancária. Com este sistema, os aforradores remuneram melhor o seu capital, os mutuários pagam prestações mais baixas e os bancos ficam à margem do negócio, entretidos a pedir avales ao Estado.
O negócio da consultoria financeira, tal como está montado, depende exclusivamente dos protocolos com bancos e da boa vontade destes na concessão de crédito. A oportunidade, aqui, é quase um deslocamento típico de marketing lateral: fazer o negócio financeiro sem entidades financeiras. Parece uma maluquice, não é verdade? Mas o social lending é só um dos caminhos possíveis. Existem outras oportunidades de inovação no mundo da consultoria financeira. Haverá empresas nacionais com capacidade de reinventar este negócio?
11 Dez 2008
A No+Vello é uma marca espanhola de fotodepilação. Começou a operar recentemente em Portugal através de um master franchising, sob a denominação de Não+Pêlo. Em Espanha, apesar de só ter iniciado a expansão em 2008, já abriu 194 unidades. Eu repito por extenso: cento e noventa e quatro unidades. A prova de que os bons sistemas não conhecem crises.
Quais os ingredientes de tal sucesso? Um conceito e produto inovadores, um bom “script” de venda, agressividade comercial q.b., uma política de marketing e comunicação bem definida, baixo investimento inicial (30.000 euros), pouco pessoal por loja (só duas pessoas: franchisado + colaborador) e um sector em crescimento. Há ainda outro elemento de peso: o perfil dos clientes coincide com o dos franchisados. Quer isto dizer que alguns franchisados tiveram a sua primeira experiência na No+Vello como clientes. Enfim, um êxito nunca antes visto: de zero a duzentas lojas em menos de um ano.
Ora, as razões expostas acima para justificar este sucesso fornecem uma pista sobre o mix necessário para uma boa expansão em franchising, mesmo em períodos menos eufóricos. Adianto apenas mais uma razão para tamanho sucesso: a No+Vello utiliza o software FRAN para a gestão CRM dos potenciais franchisados. Os próprios dirigentes da empresa reconhecem que não teria sido possível tal expansão com recurso apenas aos velhos métodos. O software permitiu-lhes filtrar a quantidade e sobretudo a qualidade dos candidatos. Durante este ano de 2008, FRAN e a No+Vello formaram uma dupla imbatível.
10 Dez 2008
Durante demasiado tempo, as redes geriram a sua expansão com softwares adaptados, pensados para outras actividades e às vezes até com simples folhas Excel ou Access. É por isso que o novo FRAN vem revolucionar os próprios métodos de expansão. Desenvolvido por profissionais com vasta experiência no meio do franchising, este CRM comporta-se como um verdadeiro “colaborador” a tempo inteiro da empresa.
Faz toda a gestão de potenciais franchisados, interage com os portais, lê e envia e-mails automaticamente e, na sua última versão Premium, controla quais os destinatários que lêem as comunicações da marca e quantas vezes o fazem. Esta funcionalidade permite graduar o interesse de cada candidato.
Apesar de ser recente, esta ferramenta foi adoptada já por várias marcas e consultoras de franchising. Entre outras vantagens, trata-se de um produto low cost. A partir de agora está disponível em Portugal através da Trema.