Blogue do Franchising

Oportunidades, Inovação e Crescimento

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Franchising: tendências para 2012

Vamos analisar de forma breve as principais tendências de franchising para o ano que agora começa. Cremos que, tendo em conta a situação económica, vão continuar em alta os negócios de baixo investimento (“low cost”), que em alguns casos podem ser desenvolvidos a partir de casa, sem necessidade de arrendamento de loja ou escritório. É o caso dos conceitos AirQuality ou Jani King, entre outros.

Julgamos também que irá continuar na berra o negócio da compra e venda de ouro, que começou a sua ascensão há dois ou três anos. E também o de mediação de obras, em vista da situação actual do mercado imobiliário. Será, todavia, imperioso que as marcas que actuam neste sector saibam diferenciar-se através da introdução de novos serviços ou por outras vias. Outros negócios há que iniciam agora a sua curva ascendente, com excelentes perspectivas de futuro. É o caso dos negócios de compras colectivas, associados a um portal. Trata-se do conceito de negócio de mais rápido crescimento da História.

É importante também perceber que nos momentos de crise há grandes oportunidades. A questão é saber aproveitá-las. No que diz respeito ao universo do franchising, surgirão decerto novos modelos de negócio, com vista a oferecer soluções inovadoras e adequadas aos problemas de hoje. Como já dissemos aqui noutra altura, é precisamente nestes momentos que costumam surgir modelos diferenciadores e de ruptura, que se expandem com sucesso nos anos seguintes.

De uma modo ou de outro, o franchising permanecerá como uma fórmula privilegiada de criação do próprio emprego.

No que diz respeito à gestão das redes, parece claro que a maioria das marcas terá de começar a alterar em 2012 a sua exposição na Internet, assim como a política de utilização de redes sociais. O consumidor acede cada vez mais por tablets e smartphones. Ora, as marcas precisam de adaptar os seus sites a tais dispositivos, pois quem acede ao site através de um tablet não consegue ver determinados conteúdos, animações Flash, etc.

Por outro lado, prosseguindo uma tendência insuperável, as marcas precisam de estar nas redes sociais, como Facebook e Twitter, que devem ser um canal privilegiado de comunicação com clientes. O problema é que, actualmente, as redes usam tais ferramentas de forma pouco eficaz. Num mercado competitivo e em crise, tais ferramentas – quando bem utilizadas – podem ajudar a comunicar directamente com o cliente e questioná-lo sobre a sua experiência com os produtos e/ou serviços da marca, etc. Isto permite saber a verdade do punho do próprio cliente, assim como receber eventuais reclamações de forma rápida. A Starbucks fá-lo muito bem. As outras marcas terão forçosamente de desenvolver uma estratégia coerente de utilização das redes sociais. Não basta ter uma página de Facebook. É preciso uma política e uma estratégia bem definidas.

Franchising em alta

O franchising é um modelo de negócio que funciona mesmo em épocas de crise, visto tratar-se de uma fórmula testada para a criação do próprio emprego. Segundo dados divulgados pelo IIF – Instituto de Informação em Franchising, empresa de referência que estuda desde 1996 a evolução do franchising em Portugal, o primeiro semestre de 2011 foi extremamente positivo para o universo do franchising, essencialmente no que diz respeito ao aumento do número de unidades das redes, embora a maioria das marcas tenha registado uma descida generalizada do consumo, o que influenciou o volume de facturação das suas unidades. Cerca de 45% das redes aumentou o seu número de lojas e apenas 32,5% das marcas diminuíram as suas unidades. A prestação de serviços continua a agregar o maior número de conceitos. O sector dos serviços Business to Business (B2B) é o que tem registado maiores índices de crescimento, justificado por haver cada vez mais pequenas e médias empresas (PME) a recorrer ao outsourcing.

O mercado continua a atrair novos empresários que encontram neste modelo de negócio uma opção de investimento e, nos primeiros seis meses do ano, surgiram 24 novos conceitos. Interessante salientar que se mantém a aposta na criação de negócios low cost, uma vez que o nível médio de investimento destes conceitos situa-se nos 22.500 euros.

Franchising: tendências para 2011

Constitui já um hábito apresentar por esta época neste blogue as tendências de franchising para o ano seguinte. A crise segue o seu curso inexorável. Não vale a pena estimar cenários de optimismo injustificado. Mas podemos sempre dizer que o franchising oferece mesmo nestas alturas oportunidades que os negócios independentes não podem garantir.

As ideias que partilhámos aqui em 2008 e 2009 conservam ainda plena validade. Manter-se-á a tendência de crescimento dos negócios de baixo investimento, que captam a atenção de desempregados e facilitam a criação do próprio emprego. Entre estes negócios «low cost», irão surgir novos conceitos que podem ser desenvolvidos a partir de casa, numa lógica de aproximação do investimento ao capital disponível. Vários sectores que, até aos dias de hoje, não prescindiam da montagem de uma loja, vão permitir agora a instalação do negócio no próprio domicílio.

Não deixamos nunca de referir que as épocas como a actual são óptimas para a criação de novos conceitos de franchising. E entre estes, todos os que conseguirem descobrir novas oportunidades de crescimento e de lucro em mercados pouco explorados ou mesmo em sectores até agora inexistentes. É a famosa estratégia do blue ocean, magistralmente exposta por W. Chan Kim e Renée Mauborgne. Trata-se de descobrir zonas ou espaços inexplorados. Numa época como a actual, em vez de se insistir na divisão do (escasso) mercado e copiar os concorrentes, a estratégia certa passa por romper as fronteiras da competição em curso e dirigir o negócio para outras zonas. Os franchisadores devem estar atentos a estes aspectos.

Nos Estados Unidos, têm surgido nos últimos meses vários franchisings de restaurantes móveis, associados a marcas como a Taco Bell e a Sauca Foods. Em Portugal, país com tradição de “roulottes” de cachorros e bifanas, das festas populares às portas das discotecas, fará sentido formatar um negócio destes de modo profissional e rigoroso?   

Por fim, vale a pena registar que os negócios da “moda” irão manter-se em alta. O universo do franchising procede por vagas. Em dois ou três lustros, tivemos a moda das lavandarias, depois as imobiliárias, a seguir as consultoras financeiras, e agora emergem com fulgor os conceitos de estéticacompra e venda de ouro, e energias renováveis.

Um ideia nova: coopetição entre franchisadores

Coopetição é uma forma de cooperação entre concorrentes para atingir um objectivo comum. É cooperar e competir ao mesmo tempo. Trata-se de um termo novo, cunhado por Barry Nalebuff e Adam Brandenburger, para representar um conceito que pode ser aproveitado pelos franchisadores. Vamos ver como.  

Para a próxima edição do Franchise Friday, que decorrerá em Madrid a 26 de Novembro, os organizadores estão a preparar algumas novidades precisamente nesta área da coopetição entre marcas franchisadoras.

Imaginem que um franchising de estética, por exemplo, oferece uma viagem como prémio de uma das suas campanhas. E que a marca de viagens, em contrapartida,  oferece tratamentos de beleza aos seus clientes. Eis a coopetição. Pois calculem agora a quantidade de campanhas que podem ser desenvolvidas desta forma. Há, na verdade, um sem número de oportunidades e sinergias a aproveitar por empresas que, até agora, se entreolhavam de forma indiferente ou até como concorrentes.

Todas essas campanhas possíveis podem multiplicar-se por dois, se tivermos em conta as seguintes aplicações:

Campanhas OFFLINE: em que os franchisadores escolhem o meio onde tem lugar o intercãmbio e realizam a COOPETIÇÃO com clientes físicos;

Campanhas ONLINE: em que os franchisadores utilizam os meios digitais (por exemplo, os seus amigos ou fãs no Facebook) para realizar a promoção, gerando assim um novo impulso ao seu número de seguidores.  

O próximo Franchise Friday, evento ao qual a Trema se tem associado, não só vai apresentar os requisitos prévios para a coopetição, como irá mesmo dinamizar as primeiras campanhas entre franchisadores participantes.

Negócio do ouro em alta

Todos os indicadores apontam para que os negócios do ouro se mantenham em alta nos próximos tempos. É uma boa notícia para as redes de compra e venda de ouro, como a Valores, Ourinvest ou OuroDamas, que assim podem prosseguir a sua expansão em franchising.

Em Nova Iorque, os contratos de futuros sobre o ouro para entrega em Dezembro avançaram recentemente para os 1233,80 dólares/onça. Quer isto dizer que, no entender dos especialistas, é seguro que o ouro prosseguirá pelo menos até ao final deste ano a sua trajectória de valorização. Tal conclusão extrai-se facilmente da leitura dos mercados, mas nestes é dado como certo que o ouro tem ainda lastro para valorizar-se nos próximos anos.  

Esta tendência explica-se, entre outros factores, pelos recentes indicadores económicos divulgados nos EUA. A venda de casas usadas caiu mais do que o esperado (27% face ao mês anterior), fazendo aumentar a percepção de que o forte abrandamento da economia norte-americana vai pôr travão à recuperação global, podendo mesmo provocar uma nova recessão.

Esta perspectiva fez tombar os mercados accionistas. Vários investidores abandonaram as acções, sobretudo as de maior risco, tendo optado pela segurança do ouro.

Vídeos para vender franchising

Os vídeos têm uma importância cada vez maior no universo da Internet. É nossa opinião que devem ser usados pelas marcas para a venda das suas franquias. Esta venda, para ser concretizada, precisa de gerar confiança no candidato. Ora, o vídeo pode desempenhar um papel relevante nesse processo.

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É sabido que o processo de venda de franchising é altamente emocional. Muitas vezes, a opção final dos candidatos depende mais da “conexão” com o vendedor do que de análises técnicas e rigorosas à marca e ao sector. Por isso, é importante facilitar a tarefa ao potencial franchisado, entregando-lhe ampla informação e demonstrando assim toda a abertura e transparência da marca. Um soporte idóneo para tal é o vídeo, fácil de consumir e capaz de transmitir as tais emoções de uma forma muito mais viva e eficaz do que o vulgar pdf.

Segundo dados de empresas especializadas, quase metade dos internautas vê vídeos on line . Para além disso, quase todos também os partilham, através das ferramentas próprias e disponíveis para o efeito.

Qualquer candidato que hoje esteja a ponderar abrir uma franquia visitará a página web da marca. isto significa que esta deve estar organizada de modo a que o visitante aceda também facilmente aos vídeos aí disponíveis.

Os mercados não são todos iguais

Apresentámos aqui as principais tendências para 2010. Na elaboração desse texto tivemos em conta sobretudo a realidade portuguesa. É importante este esclarecimento porquanto há cada vez mais marcas lusas a apostar em mercados internacionais, onde as tendências de franchising podem ser outras.

Brasil

A crise internacional não afecta de igual modo todos os países. O Brasil, por exemplo, espera este ano um crescimento do PIB da ordem dos 5%. Os analistas prevêem uma forte expansão dos negócios em franchising. Há, de resto, vários factores a alavancar esse crescimento: as Olimpíadas Militares em 2011, o Campeonato do Mundo de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016.

Existem já algumas marcas portuguesas a operar no Brasil e é previsível que o país atraia nos próximos tempos mais conceitos internacionais, interessados em aproveitar a situação económica.

Angola  é outros dos países que conhecerão, nos próximos anos, um desenvolvimento contínuo do mercado de franchising.  As carências do país em inúmeros sectores podem ser supridas pelas redes organizadas, sobretudo na área da prestação de serviços.

Franchising: tendências para 2010

No ano passado, por esta altura, apresentámos as tendências para o ano em curso. Ao revisitar o texto, damo-nos conta de que não nos enganamos. Algumas das tendências aí enunciadas continuam de resto a fazer-se sentir. Com efeito, regista-se naturalmente uma valorização dos negócios anti-cíclicos, nomeadamente na área da saúde, estética e beleza. Para além de marcas já instaladas como a Não+Pêlo e a  Bodyconcept, entraram no mercado novos conceitos, como a Biothecare Estétika e a Depilstyle.

Verifica-se também o crescimento dos negócios de baixo custo, que apresentam investimentos iniciais até 20 ou 30 mil euros, captando a atenção de desempregados numa lógica de criação do próprio emprego. É o caso da Publipan, da Ourinvest ou da House Shine, entre outros conceitos. No âmbito destes negócios de reduzido investimento, é natural que floresçam alguns conceitos que podem ser desenvolvidos a partir da própria residência.

Porque nos momentos de crise há sempre grandes oportunidades, surgiram como previmos novos conceitos de franchising. Dois exemplos: Natureblue e Botametinta.

Algumas marcas, por sua vez, ante as dificuldades da banca na concessão de crédito, proporcionaram aos novos franchisados fórmulas de financiamento alternativas.

2010

Para além destas tendências, que se mantêm activas, pode adiantar-se que em 2010 a recuperação da Europa e Estados Unidos continuará marcada por um elevado desemprego, que travará o aumento do consumo. Assim, uma questão pode ser colocada: com a taxa de desemprego na casa dos 10% e com tendência para aumentar, para quando um novo conceito de negócio que assessore o desempregado na busca de uma ocupação profissional?

Um mercado que seguirá em alta é o das matérias-primas (“commodities”). Jim Rogers, o homem que previu em 1999 o movimento altista das matérias-primas, considera que estas são a única classe de activos onde se deve actualmente investir. Isto porque o crescimento da China e da Índia, assim como a procura de investimentos alternativos, continuarão a sustentar os preços. As grandes casas de investimento apostam na subida generalizada das commodities em 2010, com destaque para os metais preciosos, como o ouro, e os produtos agrícolas, como os cereais e oleaginosas.

O mercado nacional de franchising oferece algumas oportunidades nesta área. É o caso da Ourinvest, um conceito de compra e venda de ouro, que abriu em 2009 quase 20 agências e irá prosseguir em bom ritmo a sua expansão nos próximos anos.

Os analistas do Goldman Sachs indicam que o ouro deverá manter-se em alta, com possível valorização de 20% em 2010. O banco Société Générale é ainda mais optimista: o ouro poderá ultrapassar os 1.500 dólares/onça, o que representa uma valorização de quase 40% sobre a cotação de hoje. Estes dados transformam os conceitos de franchising de compra e venda de ouro numa grande oportunidade: às lojas acudirão os investidores em ouro, assim como pessoas que se desfazem das suas peças ou barras devido às mais-valias que agora podem realizar.

Por último, não custa adivinhar como tendência para 2010 o recurso crescente das marcas aos blogues e redes sociais, como o Facebook e o Twitter, com vista à criação de comunidades de interessados e à exploração de novas formas de expansão das redes.

Tryvertising em Espanha

Em Março falámos sobre uma das tendências de marketing em crescimento: o tryvertising. Consiste em perrmitir que os consumidores experimentem os produtos ou serviços antes de os adquirir.

O conceito surgiu no Japão em 2007, com ganas de se expandir rapidamente pelo mundo inteiro. Abriu há escassas semanas uma loja com este conceito em Barcelona (Espanha) e está prevista para Fevereiro a inauguração de outra unidade em Madrid.

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Os consumidores espanhóis pagam uma quota semestral de apenas 5 euros, que lhes confere o direito de escolher 5 produtos e de experimentar ou ver diferentes equipamentos tecnológicos. A loja Es lo último (assim se chama o espaço) informa diariamente os participantes das novidades. Houve filas enormes nos primeiros dias.

Negócios para a crise

É sabido que o mercado da compra e venda de habitação sofreu um duro revés com a presente crise. A queda fez-se sentir sobretudo em Espanha, após dez anos de forte crescimento e de “burbuja inmobiliaria”. De um momento para o outro, a banca deixou de conceder crédito hipotecário, pelo menos com o volume que o vinha fazendo. Por este motivo a Renting House, empresa originária da Catalunha, apresentou recentemente o seu inovador conceito de imobiliária especializada em arrendamentos. Se os clientes não podem comprar, arrendam.

Um dos serviços que diferenciam a Renting House é o “arrendamento garantido”. A empresa paga a renda ao proprietário, administrando com plenos poderes o imóvel. Com três unidades próprias, a marca pretende agora expandir-se em franchising por todo o território espanhol.

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