Oportunidades, Inovação e Crescimento
9 Jun 2009
Os serviços domiciliários e de saúde são um dos sectores em alta no universo do franchising. Na última edição dos Prémios de Franchising, a Sensil, marca do Grupo Onebiz, ganhou na categoria de Inovação. É seguramente uma das áreas em que se podem desenvolver novos serviços e processos.
Não conheço a fundo o projecto premiado. Parece-me, contudo, que a Sensil conseguiu a proeza de prestar através de uma só marca um conjunto de serviços diversos, que vão desde a clínica geral e enfermagem até ao acompanhamento de idosos e pequenas reparações domésticas. O conceito “vários negócios em um” é uma das tendências notórias na formatação de negócios de franchising.
25 Mai 2009
O universo do franchising, pelas suas características próprias, tem condições para aproveitar a conjuntura actual gerando inovação. Por isso, é extremamente interessante o conteúdo deste texto publicado pelo Alberto Lázaro no blogue Sobre Franquicias. É possível que duas marcas concorrentes cooperem com benefício para ambas. O que importa acima de tudo reter é que, hoje em dia, surgem a cada passo novas formas de gerar candidatos e sustentar a expansão das redes. Os franchisadores que estiverem distraídos vão perder a corrida.
24 Mar 2009
Uma das tendências de marketing mais notórias de hoje é o chamado tryvertising. Consiste em permitir que os consumidores experimentem os produtos ou serviços antes de os adquirir. “Try before you buy”, é o lema em inglês. Várias marcas estão a aproveitar a onda oferecendo os seus produtos para experimentação como forma de os introduzir na vida dessas pessoas.
Em Tóquio, no Japão, foi inaugurada em 2007 a primeira unidade deste novo conceito de negócio: o Sample Lab. Trata-se de uma loja exclusiva para sócios que pagam uma quota anual mínima para testar os mais diversos tipos de produtos recém-lançados ou a serem lançados, de cosméticos a vestuário, de produtos alimentares a produtos de higiene pessoal. Além de poderem experimentar tais produtos na loja, os sócios ainda podem levar alguns deles para casa. Para lá da quota anual, obrigam-se a avaliar e classificar os produtos testados.
O mais interessante para nós é que a Sample Lab pretende franchisar o seu inovador conceito. Aceita negociar masters para diversos países, entre os quais Portugal.
Os conhecidos test drive são, de algum modo, uma forma clássica de tryvertising. O que agora ocorre é a tendência para ampliar o conceito ou formato desses testes. A Renault, por exemplo, permite que os clientes testem o veículo durante 24 horas, conferindo com isso uma real sensação de propriedade. Nos tempos que correm, esta aproximação ao consumidor parece ser uma técnica inteligente de venda e fidelização.
4 Mar 2009
Já referi algumas vezes a importância crescente dos blogues corporativos. A Internet e os blogues formam hoje uma vasta rede de inteligência e conhecimento. O exemplo que hoje aqui trago demonstra bem o que as marcas desatentas podem perder por negligenciar estes novos meios de comunicação.
A SpringSpotters é uma rede de mais de 8 mil pessoas espalhadas pelo mundo inteiro que monitoriza páginas e blogues na Internet em busca de novos produtos/serviços, empresas inovadoras e tendências de consumo. Com base nessas observações, a SpringSpotters alimenta o site TrendWatching e o blogue SpringWise.
Hoje em dia, uma ideia inovadora ou um produto diferenciado pode, de um momento para o outro, estar a ser noticiado a milhões de pessoas através da blogosfera. No que respeita a redes de franchising, esta divulgação pode contribuir, no plano doméstico, para o aumento de notoriedade da marca e a captação de franchisdados e, a outro nível, pode mesmo facilitar a expansão internacional da rede.
20 Fev 2009
A McDonald´s anunciou há dias um aumento de 80 por cento nos lucros em 2008 e um ambicioso plano de
expansão internacional, que passa pelo aumento significativo de pessoal e de lojas. Agora é a Kentucky Fried Chicken (KFC) que anuncia a criação de 9.000 postos de trabalho nos próximos cinco anos. Lembram-se das tendências que enunciámos aqui para 2009? Uma delas era o crescimento do chamado fast food. Não nos enganámos. Existem alguns negócios que, em contra-ciclo, irão registar um aumento da procura. Por outras palavras: há formatos de franchising que ultrapassarão incólumes a conjuntura actual.
16 Fev 2009
A oferta «pay what you want» não é exclusiva dos mercados asiáticos, como noticiámos aqui. Os 18 hotéis Ibis em Portugal também aderiram à campanha. De hoje até 28 de Fevereiro, o cliente só paga o que quiser em estadias de uma noite e por quarto, em reservas on line, mediante apresentação da publicidade alusiva na imprensa escrita.
Entretanto, a cadeia londrina de restaurantes Little Bay aplicou também uma ideia similar, em vigor durante o corrente mês de Fevereiro. O cliente paga o que achar justo pela refeição. O proprietário, Peter Ilic, crê que só uma parte da clientela nada pagará, o que será compensado por muitos que irão avaliar o serviço acima do valor real da refeição, que custa em média 25 libras.
11 Fev 2009
O novíssimo Hotel Ibis de Singapura, que será inaugurado esta semana, marca a entrada do grupo Accor no universo do «pay what you want». Os clientes é que escolhem o preço da estadia. Depois dos hotéis low cost, surge assim uma nova tendência na hotelaria e turismo. Na economia do futuro, a “generosidade” servirá para ganhar dinheiro. Estes sistemas do «pay what you want» podem ser facilmente aplicados a outros negócios, como restaurantes ou bares. Chegarão ao mundo do franchising?
27 Jan 2009
Ao falar com empresários do franchising, verifico que muitos deles temem, mais do que a crise, o novo ambiente que possivelmente surgirá. Na verdade, ao sentirem que o futuro cenário dos negócios será substancialmente distinto daquele que conhecem e em que sempre actuaram, muitos desconfiam da sua capacidade de adaptação.
Os tempos que aí vêm exigirão mais rigor e profissionalismo. Será necessário saber actuar num mundo com novos modelos de financiamento e novas formas de gestão dos chamados recursos humanos, entre outras novidades. No que diz respeito ao franchising, será preciso de alguma forma reinventar este modelo de negócio, apostar de vez numa formação eficaz e bem planeada, pensar a expansão em novos moldes, adoptar modelos de gestão da inovação para o desenvolvimento contínuo de novos produtos ou serviços, etc. Alguns dos empreendedores que hoje triunfam não serão capazes de triunfar amanhã. É isto que preocupa muitos deles.
30 Dez 2008
Enquanto alguns peritos garantem que “prognósticos só no fim da crise”, arriscamos enumerar aqui algumas tendências na área do franchising.
1. Valorização dos negócios anti-cíclicos. Há sectores que registam uma tendência de crescimento mesmo na presente conjuntura. É o caso de alguns conceitos na área da saúde, estética e beleza. É igualmente o caso dos serviços domiciliários, sobretudo para a terceira idade, que servem uma população cada vez mais envelhecida. Podemos ainda apontar os sectores da formação profissional (com ou sem fundos do QREN) e os serviços especializados de limpeza e higienização de residências, escritórios e automóveis, entre outros que incorporem a dose bastante de inovação e diferenciação.
2. Crescimento dos negócios de baixo investimento. Oportunidade para as marcas que apresentam um investimento inicial até 20 ou 30 mil euros, realizado muitas vezes sem recurso ao crédito. Ou então, no caso português, numa estratégia típica de “auto-emprego”, com as verbas já disponíveis e outras recentemente anunciadas para apoiar a criação do próprio emprego.
3. Valorização dos negócios ecológicos e “amigos do ambiente”. Com ou sem razão científica, o discurso das alterações climáticas e da gestão respeitadora da natureza parece ter triunfado. Isto cria condições para o crescimento nos próximos tempos de conceitos baseados na sustentabilidade ambiental (o “ouro verde”) e no uso das chamadas tecnologias limpas. Alguns exemplos: energia solar, energia eólica, centrais eléctricas portáteis, baterias baseadas em nanotecnologia, filtragem e purificação de água, etc.
4. Negócios de e para mulheres. É uma tendência em crescendo. Conceitos centrados na mulher, com serviços para a mulher e geridos por mulheres. Desde centros de fitness até lojas de roupa para segmentos específicos. O sucesso recente da No+Vello é explicado em parte por esta tendência.
5. Procura de refeições económicas. Devido à crise, é previsível uma maior procura de refeições económicas, o que garante bons ventos para o chamado fast food. Não será por acaso que a Subway anuncia agora o reforço dos seus planos de expansão em diversos países, entre eles Portugal.
6. Entrada de novos conceitos de franchising. Nos momentos de crise há grandes oportunidades. A questão é saber aproveitá-las. Na conjuntura actual podem, por isso, surgir novos modelos de negócio, que ofereçam resposta válida aos problemas de hoje. É nestas alturas que costumam surgir modelos diferenciadores e de ruptura, que se expandem com sucesso nos anos seguintes.
7. Novas fórmulas de financiamento. Perante as dificuldades da banca, os franchisadores terão de proporcionar aos novos franchisados outros meios de financiamento, que não se esgotem em meros descontos ou facilidades na liquidação dos direitos de entrada. Esses novos meios podem ser, entre outros: capital de risco, business angels, sociedades de garantia mútua, social lending, etc.
8. Fusões e aquisições. Provavelmente não em Portugal, mas algumas empresas franchisadoras, com conceitos semelhantes, serão tentadas a ensaiar processos de fusão (ou de aquisição), como meio de atingir maior dimensão de rede e criar economias de escala.